segunda-feira, 19 de dezembro de 2016

Pestalozzi, Allan Kardec e Pnaic



O filme “Para sempre Pestalozzi” conta a história do homem que foi considerado o “Educador da Humanidade. Ele esta na lista dos educadores que devíamos conhecer para que nosso trabalho pedagógico seja sustentado em boas ideias.
Pestalozzi escreveu vários livros, atuou como jornalista, cuidou de crianças órfãs, sentiu culpa por não saber o que fazer para ajudar o filho com epilepsia e foi o pai espiritual de Allan Kardec que codificou a Doutrina Espírita. 
Numa das cenas do filme, Pestalozzi está alfabetizando a “criada do SPA” que ele freqüentava e usa a atividade “Troca letras”. É uma situação de ensino que nos remete à caixa de jogos do Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa – PNAIC. Isto nos mostra que inovar não significa descartar o que representa o tradicional.
Pestalozzi é conhecido pelo método da intuição. Acho interessante entender um pouco suas ideias e orientações. Pode parecer mais “adequado” dizer que seguimos “Vigostsky”, que pautamos nosso trabalho na Perspectiva Histórico- Social ou que na Perspectiva do Letramento, da inclusão e da diversidade. Sinto-me incomodada quando falamos bonito porque decoramos o que ouvimos inúmeras vezes e não porque entendemos e praticamos. E, sinto-me mais incomodada ainda, quando alguns educadores são vistos como os melhores, desprezando-se outros, que se pensarmos direito estão dizendo quase a mesma coisa ou estão sendo até parafraseados. E, na nossa ignorância, vangloriamos quem copia.
Pensadores como Pestalozzi levam em conta aspectos hoje negligenciados, como o espiritual. Hoje, na sala da Rose Reynaud, fiz com ela esta reflexão: “É preciso trabalhar corpo, mente e espírito”. E, eu disse: “Não acredito que estarei por aqui para presenciar o momento que a Educação irá dar um salto buscando compreender que sua natureza não é apenas física e intelectual. Mas, acredito que este momento chegará!”

Alguns recortes do filme:
A minha única política é transformar as pessoas em seres humanos.
Os penteados mudam, mas as cabeças continuam antigas.
Nunca bata numa criança quando ela estiver rindo.
Às vezes, Deus esconde a cura no veneno...
Talvez sejamos impelidos a procurar nossas próprias almas através do sofrimento.
Eliminaremos a miséria com batata e ensino básico.
“Que infelicidade a nossa. Nenhuma trilha serve de saída deste vale.” Lamentavam as vacas e as ovelhas dentro do vale. Uma corça que as ouvir lamentar, disse: “Ela existe, mas o açougueiro não vai mostrar a vocês os caminhos da saída.”

sábado, 30 de julho de 2016

Professora de Criciúma é finalista do Prêmio Educador Nota 10



     O projeto "The Weather Forecast" (A Previsão do Tempo) desenvolvido pela professora Cristiane Dias, com alunos do 8º Ano, da escola estadual Maria José Hulse Peixoto é um dos finalistas da 19ª edição do Prêmio Educador Nota 10. O prêmio é uma iniciativa da Fundação Victor Civita para a valorização do trabalho docente e a disseminação de práticas educativas de sucesso. Especialistas da educação classificaram 50 dos 4221 trabalhos inscritos. Em breve, será divulgada a relação dos dez vencedores.
     A professora desenvolveu o trabalho a partir de observações referentes aos noticiários sobre a causa de fenômenos naturais como enchentes, deslizamentos de terra, tornados, ciclones e até mesmo um furacão que atingiu o estado catarinense. Também acompanhava pelo rádio a previsão do tempo dada pelo meteorologista Márcio Sonego para organizar as atividades. “Planejei uma sequência didática que teve por objetivo o aprendizado da língua inglesa a partir do estudo dos fenômenos naturais e do vocabulário relacionado ao clima. Abordei questões culturais como ditados populares e expressões idiomáticas, maneiras empíricas de previsão do tempo e alertas feitos por meteorologistas de órgãos como a Defesa Civil, bem como a maneira como outros países lidam com a questão do clima”, explicou Cristiane. 
     Na edição do ano passado a professora Cristiane Dias também foi finalista desse prêmio com o trabalho "What is the weather like?".

Para conhecer o relato da professora, clique AQUI.

Saiba mais
O Prêmio Educador Nota 10 é organizado pela Fundação Victor Civita em parceria com o Grupo Abril, a Globo e a Fundação Roberto Marinho, com apoio da Associação Nova Escola e patrocínio da Fundação Lemann e Somos Educação.


Cristiane Dias é a autora do livro Ouro Negro que tem como enredo as histórias das escolhedeiras de carvão da década de 30, de Criciúma. A obra mostra como era a vida nas vilas operárias, o trabalho nas minas, os costumes, os sonhos e a dura realidade das mulheres que trabalhavam escolhendo o carvão.
Ela escreveu também o poema “Quem nunca?” que pode ser encontrado na janela de um ônibus que circula nas ruas de Porto Alegre, no Rio Grande do Sul.

Quem nunca?
Este é um poema
Para aquele dia
Em que duas pessoas,
No ônibus,
Sentadas no banco
Em frente ao seu
Conversam entre si
Sobre algo interessante.
Você começa ouvindo
Sem querer fica curioso
Quer saber o final
Mas infelizmente tem que descer
No próximo ponto.

sexta-feira, 29 de julho de 2016

Projeto "The Weather Forecast" (A Previsão do Tempo)




Justificativa
Por diversas vezes Santa Catarina apareceu nos noticiários por causa de fenômenos naturais que atingiram o estado, como enchentes, deslizamentos de terra, tornado, ciclones e até mesmo um furacão. Nos últimos anos, no entanto, tem chamado a atenção o número de ciclones que se formaram na costa sul do Brasil e que provocaram principalmente chuva intensa e ventos fortes, “bagunçando” o clima e muitas vezes causando grande prejuízo material.
Faz algum tempo que observo que os alunos são frequentemente surpreendidos por temporais nos finais de tarde e a maioria não tem guarda chuva ou sombrinha para se protegerem até chegarem em casa. Por várias vezes me questionei se ouviam a previsão do tempo na TV ou rádio antes de saírem de casa ou se “davam ouvidos” aos conselhos dos pais sobre levar um guarda chuva na mochila porque iria chover. Cheguei à conclusão de que eles não faziam nem uma coisa nem outra. Também me questionava se eles sabiam que aquela chuva repentina, aquela mudança brusca no clima era, muitas vezes, ocasionada pela formação de um ciclone no nosso litoral.
            O livro didático que usamos em nossas aulas é o Alive!8 da Editora Anzol cuja Unit 3 – The weather and natural disasters – é referente ao clima e ao fenômenos naturais. Achei interessante incrementar esta unidade elaborando uma sequência didática que trabalhasse os fenômenos naturais, o vocabulário relacionado ao tempo, as curiosidades sobre o clima em outros países e de nosso país sem, no entanto, perder o foco principal que é o aprendizado da língua inglesa.
            Para iniciar a sequência didática, elaborei um questionário em inglês em que os alunos deveriam responder em inglês, com o auxílio do dicionário bilíngue. Como a turma tem aulas de inglês nas 4as feiras (2 aulas) e 5as feiras (1 aula) organizei o calendário para iniciar a sequência no dia 09/03. Porém, no dia anterior os meios de comunicação, inclusive um jornal exibição nacional, noticiou a formação de um ciclone no litoral sul do Brasil. Acessei o site da Defesa Civil e lá encontrei o alerta de formação de ciclone e o pedido para a população acompanhar a previsão meteorológica para os dias seguintes. Senti que realizar esta sequência didática ajudaria muito os alunos a aprenderem inglês e também a tomarem consciência dos fenômenos naturais que acontecem em nosso estado.  


Objetivos
Esta sequência didática teve por objetivo o aprendizado da língua inglesa a partir do estudo dos fenômenos naturais e do vocabulário relacionado ao clima. Durante a sequência foi resgatado o vocabulário já aprendido pelos alunos, como as profissões e os países em inglês. Além disso foram abordadas questões culturais como ditados populares e expressões idiomáticas, maneiras empíricas de previsão do tempo e alertas feitos por meteorologistas de órgãos como a Defesa Civil, bem como a maneira como outros países lidam com a questão do clima.    
As atividades desta sequência foram pensadas e executadas para que as quatro habilidades da língua inglesas fossem contempladas (reading, writing, listening, speaking). Além destas, outras disciplinas, especialmente a Geografia, serviram de base para as atividades. Esperava-se com esta sequência que os alunos ampliassem e consolidassem o vocabulário da língua inglesa referente aos fenômenos naturais e sobre o clima de forma lúdica e atrativa, por se tratar de um assunto que faz parte da vida de todos os alunos, independente de acompanharem a previsão do tempo ou não.

           
Conteúdos Curriculares
            Apesar de o foco ser o aprendizado da língua inglesa, esta sequência contou, principalmente, com conteúdo já aprendido ou ainda por aprender de Geografia, como no caso da movimentação das placas tectônicas que causam terremotos e tsunamis, os sistemas de baixa pressão que podem levar a formação de ciclones, que por sua vez podem causar chuvas intensas e provocar alagamentos. Tentou-se, no entanto, não perder de vista o objetivo desta sequência, que é o aprendizado da língua inglesa. Os conteúdos trabalhados nesta sequência didática foram:
            - uso do dicionário bilíngue português/inglês para responder, em inglês, ao questionário;
            - nomes das profissões em inglês (principalmente as que dependem da previsão do tempo);
- curiosidades sobre o clima de outros países e diferentes maneiras de fazer a previsão do tempo;
- expressões idiomáticas em inglês para descrever o clima (ex.: It’s raining cat’s and dog’s) e expressões que usam vocabulário do clima (ex.: make storm in a teacup);
            - adjetivos relacionados a descrição do clima (rainny, sunny, etc...)
            - jogo online em inglês para a prática de listening e assimilação dos adjetivos relacionados ao clima;
            - nomes dos países em inglês (revisão);
            - vocabulário sobre os eventos / desastres naturais em inglês;
            - pesquisa sobre desastres naturais que aconteceram no Brasil e no mundo;
            - debate sobre o clima e histórias que os alunos contaram sobre fenômenos da natura que presenciaram ou ouviram falar.
             

Metodologia
            Comecei esta sequência didática no dia 09 de março, distribuindo para cada aluno uma cópia do alerta da Defesa Civil de Santa Catarina, retirado do site. Neste alerta, a Defesa Civil informava sobre as condições do tempo, que seria de vento e chuva intensos, devido a formação de um ciclone. Pedia, ainda que a população acompanhasse os avisos meteorológicos, pois poderia haver mudanças no deslocamento do ciclone. Comentei que eles não precisavam ficar assustados, pois, segundo o alerta, o ciclone provocaria condições no mar e chuva intensa. Logo em seguida comentamos sobre a previsão do tempo do Jornal Nacional do dia anterior, 08 de março, em que Criciúma apareceu no mapa da previsão do tempo e a repórter alertando sobre as condições do clima. Aproveitei para perguntar se eles costumavam assistir a previsão do tempo. Alguns disseram que às vezes assistiam a previsão do tempo pela TV.
            Em seguida entreguei a eles um questionário em inglês com as seguintes perguntas:
            1) Do you check the weather forecast before coming to school? How do you get informed about the weather: from your mother, radio, TV or other? (Você confere a previsão do tempo antes de vir à escola? Como você se informa sobre o clima: com sua mãe, pelo rádio, TV ou outro?)
            2) In your opinion, is it important to check the weather forecast before leaving home? Why?
(Na sua opinião, é importante conferir a previsão do tempo antes de sair de casa? Por que?)
            3) What are the professions that depend on the weather forecast? (Quais são as profissões que dependem da previsão do tempo?)
            4) Do you know somebody (in your house or family) that checks the weather forecast because of the profession? (Você sabe de alguém (na sua casa ou família) que confere a previsão do tempo por causa da profissão?)
            Eles responderam estas perguntas em inglês, com a ajuda do dicionário bilíngue.
            Na aula seguinte, antes de devolver os questionários corrigidos, fiz com eles uma análise das respostas, escrevendo esta análise no quadro. De acordo com o questionário:
            - quem os informa sobre a previsão do tempo é, na maioria das vezes, a mãe ou a TV;
- as profissões mais citadas que dependem da previsão do tempo foram: painter, mason, farmer, civil engineer, jornalist/repórter, fisherman, motoboy;
- as pessoas que dependem da previsão do tempo são: father, mother, brother (that uses the bike to go to work, neighbour (motoboy);
- os motivos para acompanhar a previsão do tempo são: because it’s important / to prevent accidents / to see what clothes to wear.
Em seguida entreguei uma folha com curiosidades sobre previsão do tempo e clima no Brasil e outros países. Nesta folha coloquei curiosidades sobre países como a Inglaterra, Portugal, Suíça, Japão e Estados Unidos. Coloquei também alguns ditados populares de vários países e também do Brasil sobre a previsão do tempo, como um que é falado no sul do Brasil “Cerração baixa, sol que racha”. Quando perguntei a eles se conheciam outras formas de fazer a previsão do tempo de forma empírica, ou seja, sem consultar a previsão meteorológica, alguns alunos deram respostas bem interessantes:
- “Minha mãe sabe que o tempo vai mudar porque os azulejos do banheiro ficam molhados e escorrem.” – Manoel
- “Minha mão tem um tipo de reumatismo que, quando vai chover, dói o braço dela.” – Amanda
- “A minha mãe olha para o céu e se tiver muitas estrelas ela diz que no outro dia vai dar sol” – Leonardo
- “O meu padrasto usa marcapasso e, quando vai chover ele sente dor no peito.”- Talita
Para fazer uma relação com os ditados populares sobre a previsão do tempo em português , entreguei aos alunos uma folha com expressões idiomáticas em inglês que falam sobre a previsão do tempo ou que usam vocabulário do clima para falar de outros assuntos. Em sala conversamos sobre o significado das expressões idiomáticas, coloquei exemplos no quadro e trabalhamos a pronúncia dos mesmos em inglês.
Na aula seguinte trabalhamos a pronúncia dos adjetivos relacionados ao clima. Entreguei para eles uma folha com alguns destes adjetivos, que escolhi por serem os mais usados (rainny, sunny, windy...) e logo abaixo um círculo feito a partir de um CD para que confeccionassem o Weather Disc. Pedi aos alunos que riscassem o círculo em 8 partes e escolhessem 8 adjetivos, um para cada parte. Pedi que fizessem um desenho representando cada adjetivo.
Enquanto a turma confeccionava o Weather Disc, levava os alunos, de 6 em 6 para a sala de informática para jogarem um game gratuito da British Council, disponível online, chamado “What’s the weather like?”. Neste game, o homem do tempo (weather man) fala em inglês a condição do tempo em um país. Os alunos tinham que arrastar o ícone do tempo até a bandeira do país. É um jogo rápido, de no máximo 10 minutos, mas que os gostaram por ser bem interativo e usar o vocabulário que eles estavam estudando, além de rever os nomes dos países. Eles tiveram que ir em grupos de 6 pois dos 15 computadores da sala de informática, apenas 6 funcionaram naquele dia.
Ajudei os alunos a concluírem o disco, colando em um papel cartão e furando com percevejo para segurar uma seta de papelão. Ajudei-os nesta parte do trabalho para que não se machucassem, uma vez que teriam que manusear percevejos e alicate para dobrar a ponta do percevejo. Depois de prontos os alunos colaram os discos na parede no fundo da sala. Cada um recebeu, para colar em seu caderno, o Weather Report que nada mais é que uma folha para anotar o dia e a condição do clima naquele dia. Eles teriam que monitorar o clima por uma semana, escrevendo a data e o clima em inglês.
Na semana seguinte olhei os cadernos dos alunos e percebi que a maioria, 95%,  tinham completado o Weather Report conforme solicitado. Depois disto entreguei a eles uma folha com os principais eventos naturais, o Natural Events. Trabalharmos a pronúncia dos eventos naturais e em seguida falei da atividade que iriam realizar. Nesta atividade teriam que pesquisar um evento natural que aconteceu no Brasil ou outros países e escrever na folha. Fomos até a sala de informática e lá eles fizeram a atividade solicitada. No dia seguinte trabalhei com o livro didático, na unidade 2, com uma atividade que relacionava a descrição do fenômeno ao seu nome em inglês.
Na outra semana, levei a turma para a sala de vídeo e lá mostrei a eles dois vídeos: era uma reportagem do Fantástico sobre os tornados nos Estados Unidos, outra reportagem feita pela Climatempo, sobre o furacão Catarina, o primeiro ocorrido no Brasil. Devolvi a atividade da semana anterior e conversávamos sobre os eventos que eles pesquisaram, quando a aluna Kaylaine disse que sua avó lhe contou que, quando aconteceu o furacão Catarina ela tinha um ano de idade. O vento forte destelhou a casa onde moravam e as fraldas dela foram parar na rua. Foi importante que os alunos ouvissem o relato da colega sobre a forma como um fenômeno natural marcou a vida dela.
Ao voltarmos para a sala de aula trabalhamos a página 46 do livro, que falava sobre tornados.
Para retomar todo o assunto estudado até o momento e como forma de consolidar o que já aprenderam, optei por fazer com a turma uma avaliação. A avaliação foi feita na semana seguinte. Depois de corrigidas, devolvi aos alunos e aqueles cujas notas foram inferior a 7,0 realizaram a recuperação paralela. Desta forma a sequência didática foi encerrada, mas o assunto continuou a ser trabalhado de forma indireta nas aulas seguintes quando começamos a estudar o Present Perfect. O vocabulário sobre o clima e fenômenos naturais apareceu nos exemplos e exercícios, tantos os elaborados por mim, como os trazidos pelo livro didático.  

Adequação das propostas caso haja alunos com necessidades educacionais especiais – NEE
Não há nesta turma aluno/a com necessidades educacionais.

Avaliação
Optei por avaliar os alunos a cada atividade desta sequencia. Desta forma, cada atividade realizada recebia uma nota. Algumas atividade eram avaliadas com notas de 0 a 5 pontos, outras atividades com notas de 0 à 10 pontos. Cada atividade foi pensada como uma continuação, uma levando à outra, um assunto somando ao outro de forma a consolidar o anterior antes de partir para algo novo.  Avaliei da seguinte forma:
- Questionário: 0 à 5 pontos
- Weather Disc: 0 à 10 pontos
- Weather Report: 0 à 5 pontos
- Natural Events: 0 à 10 pontos
- Prova final contemplando os conteúdos estudados na sequência didática: 0 à 10 pontos.
- Recuperação paralela para os alunos que não alcançaram nota 7,0.

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