Projeto iniciado na Austrália ganha força na França e atinge 95 países.
Estudantes do 3º ao 9º Ano dos municípios de Criciúma, Içara e Cocal do Sul participam da 17ª edição do Concurso Internacional Canguru Matemática Brasil. As provas são divididas em seis níveis, de acordo com a escolaridade dos alunos, e consistem em questões de múltipla escolha de dificuldade crescente. Elas serão aplicadas entre os dias 20 e 27 de março nas salas de aula das escolas participantes. Está prevista para o dia 2 de junho, a divulgação dos premiados com menção honrosa e medalhas de prata, ouro e bronze.
A Rede Municipal de Educação de Criciúma realizará as provas nos dias 25 e 26 de março. “Temos como objetivo estimular o gosto pela matemática, proporcionando uma experiência divertida e recompensadora. Trabalhamos com 15 professores nos clubes de matemática atuando em 16 escolas, atendendo 525 estudantes e efetivando ações neste sentido. Inscrevemos 6617 estudantes, sendo aproximadamente 2900 alunos dos Anos Iniciais e 3700 alunos dos Anos Finais”, informou a coordenadora dos clubes de matemática, Karine Mrotskoski.
Todos os estudantes são cadastrados e recebem um login e senha para acessar a área do estudante da plataforma Canguru. A organização emitirá um relatório de desempenho individual onde será analisado o índice de acerto das questões fáceis, médias e difíceis do estudante. Eles também terão acesso ao número de acertos em álgebra, geometria, números e lógica. O portal disponibilizou questões de provas anteriores, um simulado e um vídeo com explicação detalhada das resoluções. Joaquim Schefer Dagostim, 8 anos, estuda na turma do 3º Ano da escola Padre José Francisco Bertero. “Eu assisti um vídeo que explica como resolve as questões de 2023. Não vi tudo porque fiquei cansado e minhas orelhas começaram a doer por causa do fone, mas gostei bastante” comentou o menino.
A diretora da escola José Contim Portella, Scheila Alano Urbano, confessa que é competitiva e gosta de desafiar os estudantes. “Desde que assumi como gestora desta escola, eu os incentivo a participarem das olimpíadas em várias áreas de conhecimento. Ano passado, recebemos três medalhas de ouro e isso fortalece nossas ações”, comentou.
As turmas do período vespertino da escola Cristo Rei, de Cocal do Sul, participaram de um treinamento coletivo. Foram orientados a deixar as questões que não sabem em branco porque é descontado 25% do valor da pontuação em caso de erro. Miguel Padilha e Miguel Feliciano, do 6º Ano, avaliaram que as algumas questões podem ser resolvidas mentalmente e outras tinham respostas lógicas simples gerando desconfiança e por isso, demoraram mais tempo do que precisavam.
História do concurso
Há mais de 40 anos, o matemático australiano Peter O’Halloran e seus colegas criaram uma competição de matemática divertida, baseada em questões de raciocínio lógico e com perguntas de múltipla escolha. Inspirados nesse modelo, os franceses André Deledicq e Jean-Pierre Boudine adaptaram a competição para a França em 1991. O nome Canguru, animal símbolo da Austrália, foi escolhido como homenagem ao país que deu origem a uma ideia que tem como objetivo desenvolver habilidades matemáticas no espaço educacional.
A competição é administrada globalmente pela Associação Canguru sem Fronteiras. O concurso se expandiu para 95 países e atualmente conta com mais de seis milhões de participantes por edição. No Brasil, o concurso é realizado desde 2009.
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